Calculadora de ponto de equilíbrio
Descubra quantas unidades você precisa vender por mês para cobrir o custo fixo e parar de ter prejuízo.
Quantas peças por mês para não ter prejuízo
Informe o custo fixo do mês e os números de uma unidade vendida.
Margem de contribuição é o que paga o custo fixo
Cada venda deixa uma sobra depois de pagar o material, a embalagem e as taxas daquela unidade. Essa sobra é a margem de contribuição, e ela é o único dinheiro disponível para cobrir aluguel, internet e assinaturas, que continuam existindo em um mês sem venda alguma.
Dividir o custo fixo pela margem de contribuição responde quantas unidades pagam a estrutura. Daí para cima, cada venda passa a gerar lucro de verdade; daí para baixo, o mês fecha no vermelho por mais movimentado que pareça.
Quando nenhuma quantidade resolve
Se o custo variável somado às taxas alcança o preço de venda, a margem de contribuição é zero ou negativa e não existe quantidade que feche a conta: vender mais aumenta o prejuízo em vez de reduzir. É o cenário mais perigoso do pequeno negócio, porque o movimento alto disfarça o problema.
Nesse caso a saída não é volume, é preço ou custo. Renegociar material, comprar em quantidade maior, trocar a embalagem ou aumentar o preço são as únicas alavancas. E a calculadora recusa o cálculo justamente para não sugerir que exista uma meta de vendas capaz de resolver.
Seu próprio salário é custo fixo
Quem trabalha no próprio negócio costuma deixar a retirada de fora da conta e concluir que o mês fechou positivo. Se você precisa tirar um valor todo mês para viver, ele é uma despesa fixa como qualquer outra e precisa estar no campo de custo fixo. Senão, o ponto de equilíbrio calculado é o do negócio, não o seu.
A diferença entre as duas leituras costuma ser grande. Um ateliê que empata com 24 peças por mês pode precisar de 60 para sustentar quem o opera.
Exemplo passo a passo
Um negócio com R$ 4.500,00 de custo fixo por mês, que vende cada peça a R$ 120,00, gasta R$ 45,00 por peça, paga 4% de taxas e quer R$ 3.000,00 de lucro no mês.
- Cada peça perde R$ 4,80 em taxas e R$ 45,00 de custo variável, e deixa R$ 70,20 de margem de contribuição.
- O custo fixo dividido por essa margem, arredondado para cima, pede 65 peças no mês, ou R$ 7.800,00 de faturamento.
- Para o lucro de R$ 3.000,00, a conta soma o lucro ao custo fixo e chega a 107 peças, ou R$ 12.840,00.
Quando esta calculadora não serve
- Custo fixo que sobe por degraus, como contratar ajuda acima de certo volume, muda a conta no meio do caminho, e a calculadora supõe um custo fixo só.
- Venda parcelada que só entra no caixa meses depois pode empatar no resultado e faltar dinheiro no mês; a conta mede resultado, e não fluxo de caixa.
- Sem preço definido, o ponto de equilíbrio não tem de onde partir: antes, forme o preço com custo, tributos, taxas e margem. Para esse caso: Preço de venda.
Perguntas frequentes
Por que o número de peças para empatar é arredondado para cima?
Porque ninguém vende fração de peça. Se o custo fixo dividido pela margem de contribuição dá 26,1, a 26ª venda ainda deixa o mês no prejuízo, e só a 27ª fecha a conta. Arredondar para baixo mostraria um ponto de equilíbrio que não empata.
Como calcular o ponto de equilíbrio de um catálogo com vários produtos?
Com preço e custo médios ponderados pelas vendas. Se três de cada quatro vendas são de um produto de R$ 40 e uma é de um de R$ 80, o preço médio é R$ 50, e o custo variável médio segue a mesma proporção. Com esses médios no formulário, as peças para empatar são uma mistura na proporção do que você vende.
O que muda na conta quando informo um lucro desejado?
A calculadora passa a dividir o custo fixo somado ao lucro pela margem de contribuição. Depois do ponto de equilíbrio, cada peça entrega a margem inteira como lucro, então chegar ao lucro pedido exige mais peças na mesma proporção, e o faturamento necessário cresce junto.
Ler o guia de ponto de equilíbrio, valor da hora, ficha técnica e estoque →
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