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Calculadora de preço de peça artesanal

Monte a ficha técnica da peça (material, tempo, embalagem e rateio) e chegue ao preço de venda.

Quanto cobrar pela sua peça

Cada material entra pela fração da embalagem que a peça consome. Preencha o segundo e o terceiro só se precisar.

Material principal

Use a mesma unidade nos dois campos de quantidade: metros e metros, gramas e gramas.

Quanto você pagou no rolo, pacote, novelo ou quilo comprado.
Metros, gramas, folhas ou unidades que a embalagem contém.
Quanto dessa embalagem some a cada peça produzida.

Outros materiais

Opcionais. Deixe em zero o que não usar: material sem rendimento informado é ignorado no cálculo.

Deixe zero se a peça usa um material só.
Rendimento total da embalagem.
Consumo em uma única peça.
Deixe zero se não houver terceiro material.
Rendimento total da embalagem.
Consumo em uma única peça.

Tempo e custos do ateliê

O que você gasta além do material, inclusive o que gastaria mesmo sem vender nada.

Corte, montagem, acabamento e limpeza. Quarenta minutos são 0,67.
Se ainda não sabe, calcule na ferramenta de valor da hora de trabalho.
Caixa, saquinho, laço, etiqueta e cartão de agradecimento.
Luz, internet, aluguel e ferramentas do mês, divididos pelas peças que você produz no mês.
Sobras, cortes errados e peças refeitas. 5% é um começo prudente.

Preço final

Os dois percentuais incidem sobre o preço de venda, e não sobre o custo.

Percentual do preço final. Não confunda com markup sobre o custo.
Maquininha, marketplace e imposto. Use zero para venda direta no Pix.

Nenhum valor informado é enviado ou armazenado.

Por que o preço da embalagem não é o custo da peça

O material quase nunca é consumido inteiro numa peça só. Um rolo de 50 metros de fita por R$ 30 custa R$ 0,60 o metro, e a peça que usa 1,20 m carrega R$ 0,72 de fita, e não os R$ 30 do rolo nem um palpite. Fazer essa divisão em cada material é o que a ficha técnica resolve, e é o passo que a maioria pula.

A perda entra logo depois porque parte do material vira sobra, corte errado ou peça refeita. Ela não aparece no extrato, mas foi paga: quem ignora esse percentual trabalha de graça algumas horas por mês sem perceber onde.

Margem não é markup

Somar 30% ao custo e chamar isso de margem de 30% é o erro mais caro do artesanato. Uma peça que custa R$ 100 com 30% somados vira R$ 130, e o lucro sobre o preço é de 23%, não de 30%. Para ter margem real de 30%, o preço precisa ser R$ 142,86: o custo dividido por 0,70.

A calculadora usa a segunda leitura, a mesma da ferramenta de preço de venda do site: margem e taxas são fatias do preço final. É por isso que aumentar a taxa da maquininha empurra o preço para cima mais do que a intuição sugere.

O rateio do ateliê é o custo invisível

Luz, internet, aluguel do espaço, mensalidade de plataforma e o desgaste das ferramentas acontecem mesmo em um mês sem venda nenhuma. Some esses gastos do mês e divida pela quantidade de peças que você realmente produz por mês: o resultado é quanto cada peça precisa devolver só para manter a estrutura de pé.

Quem produz pouco tem rateio alto por peça, e é exatamente por isso que a conta parece não fechar no começo. Aumentar a produção ou concentrar o custo fixo em menos assinaturas muda esse número mais rápido que mexer no preço.

Quando esta calculadora não serve

  • Quando a venda vira encomenda, o preço entra numa proposta com validade, sinal e prazo. Para esse caso: Orçamento para cliente.
  • Peça impressa em 3D tem custo de filamento, energia e horas de máquina, com conta própria. Para esse caso: Custo de impressão 3D.

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