Calculadora de juros compostos
Projete o crescimento de um valor inicial com aportes mensais e acompanhe, no gráfico e na tabela, quanto veio dos depósitos e quanto veio dos juros.
Simule juros compostos com aportes
Informe o capital inicial, o aporte recorrente, a taxa e o prazo para gerar a evolução mensal.
Como interpretar o gráfico?
A linha de total investido soma o valor inicial e todos os aportes. A linha de saldo total inclui também os rendimentos; a área entre as duas representa os juros acumulados no cenário.
A tabela começa no primeiro ano e apresenta uma linha para cada ano completo, mostrando o rendimento do último mês e o saldo alcançado naquele momento.
Como os aportes entram no cálculo?
Primeiro o saldo do mês anterior recebe o rendimento da taxa mensal equivalente; depois, o aporte mensal é acrescentado. Por isso, cada aporte começa a render a partir do mês seguinte.
A taxa é mantida constante durante toda a projeção. Na prática, rentabilidade, inflação, tributação, custos e datas dos aportes podem alterar o resultado.
Onde os juros passam à frente dos aportes
Aportando R$ 500 por mês a 0,8% ao mês, em dez anos o saldo chega a R$ 100.108,73: R$ 60.000 depositados e R$ 40.109 de juros. Em vinte anos vai a R$ 360.565,61: R$ 120.000 de aportes e R$ 240.566 de juros.
Dobrar o prazo não dobrou o resultado: multiplicou por 3,6. E a proporção se inverteu: no décimo ano os juros eram 40% do saldo, no vigésimo são 67%. É a segunda metade do prazo que faz o trabalho pesado.
Taxa mensal e taxa anual não se convertem por doze
0,8% ao mês não são 9,6% ao ano: são 10,03%, porque cada mês rende sobre o resultado do anterior. A diferença parece pequena num ano e vira anos de prazo numa projeção longa.
A ferramenta converte a taxa anual informada para a mensal equivalente por essa mesma relação, e não por divisão simples. Usar um doze avos da taxa anual superestima o saldo final.
Exemplo passo a passo
Quem começa com R$ 5.000,00, aporta R$ 300,00 por mês e espera 11% ao ano, durante 60 meses.
- A taxa de 11% ao ano vira 0,8735% ao mês pela conversão composta, abaixo dos 0,92% de uma divisão por doze.
- Em 60 meses, o valor inicial e os aportes somam R$ 23.000,00 tirados do bolso.
- Os juros compostos sobre esse dinheiro, mês a mês, acrescentam R$ 8.954,43.
- O saldo final chega a R$ 31.954,43, ainda sem imposto de renda nem inflação.
Quando esta calculadora não serve
- Ações, fundos e outros investimentos de renda variável não têm taxa constante, e a projeção com taxa fixa não mostra o risco de perder dinheiro.
- Dívida parcelada, como financiamento e empréstimo, reduz o saldo a cada parcela paga, e a conta de saldo com aportes não descreve essa evolução. Para esse caso: SAC ou Price.
- Aporte que muda de valor ao longo do tempo, como um depósito reajustado todo ano, não cabe no aporte fixo do formulário.
Perguntas frequentes
A projeção de juros compostos desconta o imposto de renda?
Não, o saldo é bruto. Em renda fixa, o imposto é retido na fonte sobre o rendimento, pela tabela regressiva: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360, 17,5% de 361 a 720 e 15% acima de 720 dias. Para ver o líquido de uma aplicação com essa tabela, use a calculadora de CDB. Fonte: Lei nº 11.033/2004, art. 1º.
Como tirar a inflação do saldo projetado?
Divida os fatores, em vez de subtrair as taxas. Com rendimento de 1% ao mês e inflação de 0,4%, a taxa real é 1,01 ÷ 1,004 − 1, perto de 0,598% ao mês. Informar essa taxa real no formulário mostra o saldo final com o poder de compra de hoje.
Em quanto tempo o dinheiro dobra com juros compostos?
No número de meses em que o fator acumulado chega a 2, que é o logaritmo de 2 dividido pelo logaritmo de 1 mais a taxa mensal. A 1% ao mês, são cerca de 70 meses; a 0,5% ao mês, cerca de 139. A conta considera só o valor inicial, sem aportes.
Ler o guia de conta atrasada: multa, juros de mora e correção →
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