Simulador de financiamento de veículos
Estime parcela fixa, juros e desembolso total com entrada e tarifas.
Financiamento de veículos
Informe o preço do veículo, a entrada, as tarifas financiadas, a taxa mensal e o prazo.
As tarifas financiadas viram juros
Cadastro, registro de contrato, gravame e avaliação costumam ser somados ao valor financiado em vez de pagos à parte. A partir daí eles deixam de ser uma despesa fixa e passam a render juros durante todo o contrato.
Um carro de R$ 60.000 com R$ 15.000 de entrada e R$ 1.800 de tarifas financiadas gera um saldo de R$ 46.800. A 1,8% ao mês em 48 meses, a parcela sai por R$ 1.464,33 e o desembolso total, somada a entrada, chega a R$ 85.287,84: R$ 23.487,84 acima do preço do carro com as tarifas.
Entrada maior derruba a parcela e o juro junto
Cada real de entrada é um real que não é financiado e sobre o qual não incidem juros. Aumentar a entrada de R$ 15.000 para R$ 20.000 no exemplo acima corta a parcela em cerca de 11% e o total de juros na mesma proporção.
O prazo age no sentido oposto. Alongar de 48 para 60 meses reduz a parcela e aumenta o total pago, porque o saldo devedor fica mais tempo exposto à taxa. Parcela cabendo no orçamento e contrato barato não são a mesma coisa.
Compare o CET, não a taxa anunciada
A taxa de juros divulgada não inclui tarifas, seguro prestamista, IOF nem a data da primeira parcela. O Custo Efetivo Total reúne tudo isso e é de informação obrigatória antes da contratação. É o único número comparável entre bancos.
Vale conferir também se o seguro prestamista é opcional, se há carência para a primeira parcela e quanto ela custa em juros, e o que acontece em caso de quitação antecipada, que dá direito à redução proporcional dos juros ainda não incorridos.
Quando esta calculadora não serve
- Comparar duas propostas de crédito lado a lado, com o custo total de cada uma, é outra conta. Para esse caso: Empréstimos bancários.
- Consórcio não tem juros, mas tem taxa de administração e depende de sorteio ou lance para a contemplação. Para esse caso: Consórcio.
Perguntas frequentes
Quitar o financiamento antes do fim reduz os juros?
Reduz. O consumidor tem assegurada a liquidação antecipada do débito, total ou parcial, com redução proporcional dos juros e demais acréscimos. O banco precisa apresentar o saldo já com essa redução, e não a simples soma das parcelas que faltam. Fonte: Código de Defesa do Consumidor, art. 52, § 2º.
O carro financiado fica no nome de quem?
O registro sai no seu nome, com a alienação fiduciária anotada no certificado. Na propriedade fiduciária, a propriedade da coisa é resolúvel e fica com o credor como garantia, e a posse se desdobra: você é o possuidor direto do veículo. Quitando o contrato, a propriedade se resolve e a restrição é baixada. Fonte: Código Civil, art. 1.361.
Atrasar parcelas leva à busca e apreensão do carro?
Pode levar. Comprovada a mora, o credor pode requerer a busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente, concedida liminarmente. Cinco dias depois de executada a liminar, a propriedade e a posse plena se consolidam com o credor; dentro desse prazo, o devedor pode pagar a integralidade da dívida pendente e recebe o veículo de volta, livre do ônus. Fonte: Decreto-Lei nº 911/1969, art. 3º.
Ler o guia de troca de carro: financiar, elétrico, assinatura ou nenhum →
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