Simulador da declaração do IRPF 2027
Estime o imposto a pagar ou a restituição da declaração de 2027 (ano-calendário 2026), nos modelos completo e simplificado.
Declaração do IRPF 2027
Informe o que recebeu em 2026, o imposto que já foi retido e as deduções. A conta faz os dois modelos e mostra o que paga menos.
O que esta simulação estima
A declaração que se entrega em 2027 acerta as contas de 2026. A fonte pagadora já reteve imposto mês a mês, pela tabela mensal, e a declaração refaz a conta do ano inteiro com a tabela anual: se a retenção passou do devido, sobra restituição; se ficou abaixo, há imposto a pagar.
O programa da declaração de 2027 sai perto do prazo de entrega, e é ele que vale quando sair. Esta conta usa a lei já em vigor: a tabela anual e a redução da Lei 15.270/2025, que passaram a valer sobre os rendimentos de 2026.
Modelo completo ou simplificado
No modelo completo, o contribuinte abate da renda o INSS, a previdência privada, os dependentes, a saúde, a instrução e a pensão alimentícia. No simplificado, abate 20% dos rendimentos, no máximo R$ 17.640,00, e perde todas as outras deduções (Lei 9.250/1995, art. 10).
A calculadora faz as duas contas e fica com a que dá menos imposto. Em geral o completo vence quando as deduções passam do desconto simplificado, o que acontece com gasto alto de saúde ou vários dependentes. Num empate, vale o simplificado, que não pede comprovante.
A redução da Lei 15.270
Quem recebeu até R$ 60.000 no ano tem o imposto reduzido em até R$ 2.694,15, o que, com o desconto simplificado, zera a conta. Entre R$ 60.000 e R$ 88.200 a redução encolhe com a renda (R$ 8.429,73 menos 9,5575% dos rendimentos), e acima de R$ 88.200 ela some. A redução nunca passa do imposto calculado, então não vira crédito.
A redução olha o rendimento bruto, antes das deduções. Quem recebeu R$ 70.000 tem direito a R$ 1.739,48 de redução, mesmo que as deduções deixem a base bem menor. A conta mostra a redução de cada modelo lado a lado.
Dois exemplos trabalhados
Renda de R$ 96.000, INSS de R$ 9.000, um dependente e R$ 8.000 de despesas médicas: as deduções somam R$ 19.275,08, acima dos R$ 17.640,00 do simplificado. A base do completo é R$ 76.724,92, na faixa de 27,5%, e o imposto devido é R$ 10.194,69, sem redução porque a renda passa de R$ 88.200. O simplificado daria R$ 10.644,34. Com R$ 8.800 já retidos na fonte, há R$ 1.394,69 a pagar.
Renda de R$ 60.000 e INSS de R$ 5.500, sem outras deduções: o completo deixa R$ 1.462,50 de imposto depois da redução, e o simplificado, com desconto de R$ 12.000, zera o imposto. Se a fonte reteve qualquer valor durante o ano, ele volta como restituição.
O que fica de fora
Não entram ganho de capital, atividade rural, rendimentos do exterior, a parcela isenta de quem tem 65 anos ou mais, doações e incentivos fiscais, nem a tributação mínima de altas rendas, que pode incidir sobre quem passa de R$ 600.000 no ano. O 13º salário e a PLR também ficam de fora, porque são tributados exclusivamente na fonte.
Despesa médica só vale com comprovante e sem reembolso do plano. Instrução vale para você e os dependentes, mas não para cursos livres, como idiomas. Para o desconto mensal do salário, use a calculadora de imposto de renda.
Ver a tabela anual do IRPF 2027, com as deduções e a redução do imposto →
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